23 de junho de 2011

E os vagalumes...

E os vagalumes?

Oi, no último post disse que tinha um poema que achei no meu livro de literatura que queria compartilhar com vocês. É aquelas casualidades da vida, eu estava folheando o livro, abri nessa página e gostei do que li. Eu poderia colocar algo meu, mas resolvi intercalar. Semana que vem eu volto.

Lágrimas, inúteis lágrimas - Alfred Tennyson

Lágrimas, inuteis lágrimas
Não sei o que significam
Lágrimas vindas do fundo
De alguma aflição sublime
Emergem no coração
E chegam até os olhos
Vendo os alegres campos outonais
E pensando nos dias que não mais existem

(..)

Comentário :
Eu só coloquei um fragmento do texto porque essa é a parte que mais me cativou. Acho que lágrimas, muitas vezes são vistas como sinal de fraqueza. Eu não penso assim, eu penso que é algo existencial, todos que vivem choram. Por motivos diferentes é claro, mas é algo normal. As lágrimas nesse caso do texto são por amor. Talvez, as que eu mais libere, mas algo que eu sempre escuto é “Não chore!”. E eu fico forçando as lágrimas a permanecerem comigo, mas elas são mais fortes, quando elas querem sair, elas saem. Não pedem permissão, muito menos veem se estão em um local adequado. Eu não vejo problema nenhum em sentar no meu quarto e chorar quando eu preciso, é como se eu liberasse parte do problema. Claro que não todos os dias, todas as horas, pela mesma pessoa. Mas de vez em quando, quando está com aquele aperto dentro de si, não tranque as lágrimas, deixe-as sair. Elas vão sair igual. Acho que segurar o choro por muitos dias não tem resultado – experiência própria – porque quando você não aguentar mais ser “forte” virá duas vezes pior. Para não me estender muito, acho que as lágrimas quando emergem do coração (como diz o poema) você precisa as deixar saírem. E apesar de muitas vezes serem inúteis, porque na verdade, não levarão o problema, a saudade ou a dor embora. Serve como uma forma de ver aquilo saindo e liberar aqueles sentimentos.

2 comentários:

  1. Adorei "E os vagalumes" dessa semana. Sou como você, quando se é pra chorar eu choro e minhas lágrimas não tem consciência de lugar e nem hora. Tento ao máximo não seguir as pessoas que me dizem que chorar é minha "fraqueza". Pq eu sei que não é, ela é minha válvula de escape.

    Adorei sua postagem.
    Beijos,
    Mah | Livro e Coração

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  2. Sempre curto "E os vagalumes", mais uma vez está de parabéns!

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