29 de dezembro de 2013

Melhores Leituras de 2013


Quem acompanhou as minhas leituras do ano passado deve ter percebido que a quantidade de livros lidos caiu pela metade em 2013. O principal motivo foi o vestibular, mas além disso, posso dizer que troquei a quantidade pela qualidade das minhas leituras. Eu li muitos livros bons, conheci o trabalho de autores incríveis e isso tornou a escolha dos meus 10 livros favoritos bem difícil. 

Enfim, a escolha foi feita e eu espero que vocês gostem!

           

Quais foram os melhores livros que vocês leram em 2013?

23 de dezembro de 2013

Tag: 12 livros para 2014


Vi essa tag no canal da Tatiana Feltrin e como eu sou uma pessoa que adora fazer listas de metas, resolvi responder. Espero que eu não acabe deixando essa lista de lado com as minhas novas compras e com todos os lançamentos do ano que vem. 

           

Quais livros vocês querem ler em 2014?

19 de dezembro de 2013

Livros para o Verão


Para as pessoas que gostam do clima do verão e gostam de combinar estações do ano com livros que remetem os mesmos sentimentos, eu resolvi fazer esse post com livros que eu gosto bastante e que me lembram o clima do verão. Selecionei esses que são bem leves, divertidos e eu espero que vocês gostem!























A Caminho do Verão - Sarah Dessen - Eu recomendo qualquer livro da Sarah Dessen para ser lido durante as férias de verão, a maioria se passa durante esse período e as histórias e personagens são muito bem construídos. Esse foi o primeiro que li da autora e envolve um romance muito fofo, bicicletas, insônia e conversas durante madrugadas. 

Amy & Roger's Epic Detour - Morgan Matson - Verão também é uma boa época para tentar ler um livro em inglês! Esse vai envolver uma road trip, trilhas sonoras, desvios e uma ótima história.

A Seleção - Kiera Cass - É uma distopia bem leve de ser lida, a autora acaba focando mais na competição para a futura rainha e no romance do que o governo e o lado distópico. O último volume será lançado no ano que vem, então podem aproveitar as férias para ler os dois primeiros e ficar na agoniante espera para o final.

Where'd you go Bernadette - Maria Semple - Não é um livro jovem adulto, mas é uma história muito inovadora e divertida. Bernadette é uma personagem incrível e os acontecimentos desse livro rendem ótimas cenas.





















Orgulho e Preconceito - Jane Austen - O período de férias também é ótimo para ler clássicos, já que, normalmente eles requerem mais tempo e dedicação na hora da leitura. Orgulho e Preconceito é um dos meus clássicos favoritos (que não é triste/pesado/depressivo) e depois da leitura você pode assistir as diversas adaptações de filmes/séries que já foram feitas!

Anna e o Beijo Francês - Stephanie Perkins - Escolhi o 'Anna' para representar os dois livros da autora, que são muito fofos e adoráveis. Os personagens são incríveis e os enredos são apaixonantes.

A Irmandade das Calças Viajantes - Ann Brashares - Eu li esse livro faz bastante tempo já e quero até reler assim que possível. É sobre quatro amigas que vão para lugares diferentes durante o verão e continuam unidas e mantendo contato por meio de uma calça jeans que estranhamente, serve em todas elas. 

12 de dezembro de 2013

Resenha: Garota, Interrompida - Susana Kaysen

Girl, Interrupted é um conjunto de pequenos fragmentos que relatam o período que Susana Kaysen passou em um hospital psiquiátrico. Ela tinha dezoito anos quando após uma tentativa de suicídio ingerindo cinquenta pílulas de aspirina, foi diagnosticada e internada voluntariamente.
O livro não é narrado de forma linear, os capítulos mostram pedaços da sua vida no hospital e um pouco dos pensamentos dela sobre tudo que estava acontecendo em sua vida. O leitor não tem uma visão ampla sobre os acontecimentos e sobre o que Kaysen sentia até os últimos capítulos do livro, onde, muitos anos depois, ela analisa o seu diagnóstico.
Doenças mentais não são curadas, a pessoa apenas aprende a lidar com ela da melhor maneira possível. O livro é ambientado nos anos 60, onde o diagnóstico e a aceitação dessas doenças não é como hoje, era uma realidade diferente e através da narrativa da autora, ela passa como os doentes eram tratados e vistos.
Os fragmentos são compostos também por cenas entre Susana e suas companheiras de hospital. Todas as cenas são diretas, sem muitas explicações e enrolações de narrativa. A essência do livro é facilmente perceptível através das palavras da autora. É perceptível um pouco da forma de como ela se sentia deslocada no mundo, sentindo-se completamente sozinha por não querer as mesmas coisas que todos os outros.
Susana Kaysen analisa também o que é ter um distúrbio de personalidade e vários outros tópicos referentes a isso. Foram às partes que eu mais gostei do livro, quando ela permitia que eu entrasse em sua mente e conseguisse entender um pouco do modo que ela pensa. Ela analisa seus pensamentos de suicídio e seus problemas de imagem e aceitação na sociedade.
“Garota, Interrompida” é um livro denso, sem muitos momentos leves a autora mostra a realidade de hospitais psicológicos nos anos 60 e a realidade de sua mente complicada de se entender. Eu pessoalmente, gosto muito de livros com essa temática e esse me deixou pensando muito em tudo que a autora escreveu.  Recomendo.

7 de dezembro de 2013

Resenha: O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

“The Picture of Dorian Gray” tem um dos enredos mais intrigantes que eu já me deparei. Dorian Gray vende sua alma para permanecer jovem para sempre, enquanto a imagem do seu retrato envelhece. Seguindo por essa premissa, Oscar Wilde apresenta diversos pensamentos, diálogos e questionamentos durante o livro.
Dorian Gray era um menino inocente que não tinha muita noção do tamanho da sua beleza, até Lord Henry apontar isso para ele e dizer que Dorian deveria aproveitar seus anos de juventude visto que logo iriam chegar a um fim. Então, Dorian Gray comenta como ele queria que fosse possível uma magia que o fizesse permanecer jovem e o quadro que Basil Hallward estava pintando envelhecesse. Quando o jovem percebe que seu desejo, por algum motivo, virou realidade, ele entra em uma vida cheia de pecados e corrupções.
O que me levou gostar do livro como eu gostei, vai além do enredo e dos personagens. A narrativa do Oscar Wilde é maravilhosa, ele soube juntar palavras comuns e formar frases e parágrafos magníficos. Em diversos momentos eu me vi lendo e relendo algumas passagens, encantada com a perfeição e com a maneira que o autor transmite seus pensamentos para o leitor.
Através dos diálogos – muito bem construídos – dos personagens, pode-se perceber o posicionamento deles sobre diversos assuntos, que renderiam horas e horas de discussão. Eu não concordei com todas as afirmações, mas todas me deixaram pensando e refletindo sobre o que os personagens pensavam. Apesar de o livro ter sido publicado em 1890, muito pode ser visto na sociedade dos dias de hoje.
Dorian Gray é um personagem muito bem construído e o desenvolvimento dele durante o decorrer da história é muito bem feito. O livro mostra muito a influência de pessoas na vida de outras e como uma pessoa pode buscar desculpas e razões por suas ações, nunca sendo culpa de quem realmente comete os atos.
Oscar Wilde narra esse livro com uma simplicidade admirável, muitos clássicos são dotados de linguagens rebuscadas e de difícil compreensão, mas "O Retrato de Dorian Gray" é de fácil compreensão e eu me conectei com a história e com os personagens a ponto de não querer que o livro terminasse.

O livro é muito mais do que eu consegui colocar nessa resenha, é uma daquelas histórias que marca o leitor e que com certeza, vou reler muitas vezes no futuro. 

3 de dezembro de 2013

28 de novembro de 2013

Resenha: O Chamado do Cuco - Robert Galbraith

Esse livro ganhou um lugar na minha estante depois que todos descobrimos que quem tinha escrito era a J.K. Rowling. Na hora eu fiquei com muita vontade de ler porque adoro romances policias e achei que um escrito por ela, seria incrível.
Lula Landry era uma supermodelo que tinha sua vida frequentemente exposta nas páginas de revistas e jornais. Uma noite, após retornar de uma festa, ela comete suicídio se atirando da sacada de seu apartamento. A polícia faz uma investigação, mas as evidências eram claras e o caso foi fechado como suicídio.
Alguns meses depois, John Bristow – meio-irmão de Lula Landry – vai até uma agência de detetives particulares para contratar Cormoran Strike. Bristow tem certeza de que a morte de sua irmã não foi suicídio e sim um assassinato. Strike reluta um pouco antes de aceitar o caso, mas as necessidades de pagar suas dividas faz com que ele entre nessa jornada.
Junto com Strike, temos Robin, uma assistente temporária que acaba na agência de Strike e o ajuda a resolver esse mistério. A interação desses dois personagens é ótima, rende cenas muito boas e os passados de ambos são muito bem apresentados ao leitor.
O enredo do mistério é muito bem pensado e planejado. Acredito que a chave para um livro policial funcionar é o planejamento, para não deixar nenhuma ponta solta no final. Os diversos personagens que aparecem como suspeitos, testemunhas ou simplesmente os amigos de Lula Landry são muito bem caracterizados, construídos e relevantes para a história. Eles ajudam o leitor e o Strike a compor uma versão de quem era a Lula Landry de verdade. As diferenças das classes sociais de que os personagens pertencem também são muito bem exploradas, usadas no conflito e caracterizadas através dos diálogos.
Eu gostei muito do livro, foi uma ótima leitura com uma narrativa completamente viciante. Cenas pesadas são balanceadas com momentos de humor -o típico humor britânico é visível nos diálogos- e o mistério deixa o leitor imerso no livro até tudo terminar. Evitando qualquer spoiler, só vou dizer que o final foi uma surpresa para mim. 
Para quem gosta de livros do gênero, recomendo muito. Eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado e sei que vou sentir falta de Strike e Robin. 

25 de novembro de 2013

Tag: Nacionais na minha estante


A Ni do Ninhada Literária respondeu essa tag e me indicou para responder também. O plano original era fazer em vídeo, mas eu fiquei praticamente um mês enrolando e enrolando até finalmente decidir fazer o post com fotos. 

1- Indique três livros de autores nacionais que você tenha lido, gostado e que estejam na sua estante:
A Ilha dos Dissidentes - Bárbara Morais
Esse livro foi uma ótima surpresa para mim. Como eu disse na resenha, eu esperava que fosse bom, mas acabei me surpreendendo com um livro muito bom. Foi a primeira distopia nacional que eu li e por isso resolvi colocar nessa tag, como recomendação a todos aqueles que gostam de distopias!

O Centauro no Jardim - Moacyr Scliar
Eu adorei esse livro. É leitura obrigatória para todos que vão fazer o vestibular da UFRGS, mas eu recomendo também a todos aqueles que não vão. É um ótimo livro de fantasia, com uma história maravilhosa e uma narrativa incrível.

As Parceiras - Lya Luft
Outra leitura obrigatória que eu adorei. As Parceiras é um livro bem denso e cheio de tragédias (muito cheio de tragédias), mas que trata das personagens de uma maneira tão intrínseca e humana que eu achei incrível.

2- Três livros nacionais que estejam na sua estante, mas que você ainda não leu.
O Beijo no Asfalto - Nelson Rodrigues
Esse livro foi recomendação da Ni do Ninhada Literária; é um dos favoritos dela do Nelson Rodrigues e eu estou para ler já faz bastante tempo. Gostei muito do livro que eu li do autor e quero conhecer mais da obra dele.

Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu
Eu comecei a ler esse livro uma vez, a cópia era da biblioteca e eu não lembro o motivo, mas tive que acabar devolvendo antes de terminar. É um livro curtinho, espero que consiga ler logo.

A Hora da Estrela - Clarice Lispector
Eu sempre quis ler Clarice Lispector. Eu li algumas crônicas, mas nunca nenhum livro completo. Escolhi "A Hora da Estrela" por dois motivos bem diferentes. O primeiro, é que o livro foi abordado em uma questão do vestibular de inverno que eu fiz e eu acabei errando porque não sabia o nome da personagem... Desde então tenho vontade de ler e conhecer a dita personagem. O segundo motivo foi a questão do ENEM que trouxe um pedaço do texto, eu gostei bastante e fiquei com vontade de ler o livro todo. Enfim, é uma novela bem curtinha que eu vou ler logo!

3- Três livros nacionais que você não tenha na sua estante e que gostaria de ter
O Pássaro - Samana Holtz
Esse livro está na minha lista de desejados desde o lançamento... Espero que no ano que vem ele consiga vir parar na minha estante.

Lucíola - José de Alencar
Eu tive uma péssima experiência com "O Guarani", mas muita gente já disse que os romances urbanos do José de Alencar são bem diferentes e melhores. Quero dar uma segunda chance para o autor e quero começar por Lucíola (A Ni, novamente a Ni, me convenceu a dar essa segunda chance)

Toda Poesia - Paulo Leminski
Não tem uma vez que eu entre na livraria e não fique com vontade de levar esse livro para casa. Eu adoro poesia e das que eu já li - nessas minhas visitas as livrarias - as desse autor são muito boas. A capa é linda, poesia é lindo, só o preço que não é :)

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Espero que tenham gostado da tag! Sintam-se a vontade para responder e para deixar nos comentários sugestões de livros nacionais!

20 de novembro de 2013

Filme: "Em Chamas"

Jogos Vorazes é uma das minhas trilogias favoritas, isso e os trailers maravilhosos fizeram com que eu fosse assistir Catching Fire com altas expectativas.
Esse post não é para comparar o livro e o filme, e sim para dizer que mesmo com as pequenas alterações e supressões de cenas, foi uma das melhores adaptações que eu já assisti. O filme é muito fiel e mais importante ainda, respeita o tom e a mensagem do livro. Enquanto assistia ao filme, parecia que estava lendo o livro de novo. No filme, a visão do leitor é ampliada além da narrativa da Katniss; assim como no primeiro filme, podemos ver a organização dos jogos e podemos ver o que o governo está planejando.
O filme lida muito bem com o inicio das revoltas nos distritos e podemos ver a visão do governo sobre isso. O Presidente Snow começa a perceber que os moradores dos distritos mais pobres não acreditam mais que a Capital é perfeita. Durante a turnê da vitória é quando podemos ver o inicio da revolução e as decisões tomadas pelo Presidente para abafar e reprimir as revoltas. O lado político do livro foi muito bem explorado e por ser o motivo que fez com que eu amasse a trilogia, eu fiquei muito feliz.
Os tributos mostram muito bem os efeitos de ‘ganhar’ os Jogos Vorazes. Todos eles têm sequelas emocionais e estão lutando contra a Capital e contra o governo autoritário. Os traumas emocionais são visíveis no filme de uma maneira mais intrínseca, mas muito forte. O filme foi bastante impactante (chorei em grande parte das cenas) e eu fiquei impressionada, superou todas as expectativas que eu tinha.
Gostei muito dos atores escolhidos, todos conseguiram fazer com que os personagens ganhassem vida e isso tornou o filme muito real, eu senti que estava lá com eles. É um filme longo e eu normalmente não gosto de filmes muito longos, mas em Catching Fire eu não senti o tempo passar e não queria que terminasse.
Foi uma ótima adaptação, eu recomendo muito que leiam os livros, assistam aos filmes e aproveitam esse mundo distópico maravilhoso criado pela Suzanne Collins.

16 de novembro de 2013

5 Livros: Períodos Históricos


Alguns dos meus livros favoritos envolvendo períodos históricos, que também é um dos meus temas favoritos para ler. Espero que vocês gostem!
  
                  

Resenhas:
The Great Gatsby - F. Scott. Fitzgerald
Maus - Art Spiegelman
O Palácio de Inverno - John Boyne

12 de novembro de 2013

Resenha: Laços de Sangue - Richelle Mead

Sydney Sage é uma alquimista e seu trabalho consiste em manter a existência de vampiros em segredo. Ela é enviada para Palm Springs em uma missão onde deve proteger Jill, uma vampira da realeza que quase foi assassinada, fazendo com a menina não seja descoberta e permaneça segura. 
Durante a missão, as duas vão morar em um colégio interno alegando serem irmãs e a tarefa acabará sendo mais difícil do que o planejado.
Eu não li “Academia de Vampiros” antes da série Bloodlines, então não estou em posição para comparar as duas séries da Richelle Mead. Acredito que as explicações mais corridas sobre os Moroi, Strigoi e sobre o mundo criado pela autora são por isso, tudo já foi explicado em Academia de Vampiros. Isso não atrapalhou minha leitura, mas em alguns momentos onde algo que provavelmente aconteceu na outra série era mencionado, eu me senti um pouco perdida.
Sydney é organizada, metódica, seguidora de regras e certinha. Eu me vi muito na personagem, o que fez com que eu me interessasse pela vida dela e por tudo que estava acontecendo ao seu redor. Todos os personagens foram bem desenvolvidos e construídos. Achei Jill um pouco irritante em alguns momentos devido as suas inúmeras reclamações da vida e Adrian é realmente apaixonante. Ele é o típico personagem clichê com um ego enorme, engraçado, sarcástico, cheio de flertes, mas que no fundo tem um bom coração.
O enredo desenvolvido pela Richelle Mead foi inesperado em alguns pontos e bem previsível em outros. Achei que muitos dos conflitos menores foram resolvidos de forma rápida e fácil, sem deixar o leitor intrigado pensando no que pode estar acontecendo.
Fazia muito tempo que eu não lia sobre vampiros e preciso admitir que "Laços de Sangue" foi um ar fresco para essa mitologia. A narrativa da autora é rápida, dinâmica e é difícil soltar o livro no final, onde tudo começa a fazer sentido. É um bom livro para entreter e passar o tempo.
Pretendo começar a ler Academia de Vampiros, mas não tenho certeza se irei prosseguir com as duas séries, que são bem longas. Vou esperar para ver como a autora vai desenvolver a história e os personagens no decorrer de Bloodlines.

7 de novembro de 2013

Resenha: "Maus" - Art Spiegelman

“Maus” é um relato do holocausto em forma de graphic novel escrito por Art Spiegelman. O material do livro é retirado de conversas que o autor tinha o pai Vladek, sobrevivente dos campos de concentração.
No livro, os nazistas são desenhados como gatos, os judeus como ratos, os poloneses como porcos e os americanos como cães. Eu achei esse ponto algo muito positivo na narrativa, deixando bem visível quem era quem e foi bem inovador.
A narrativa principal do livro é Art conversando com seu pai sobre as experiências dele no holocausto já muitos anos depois da guerra. Durante as conversas, os desenhos que mostram a vida de Vladek no campo de concentração são adicionados. Isso fez o livro se tornar muito real, honesto e impactante. As cenas da narrativa principal deixa muito visível os impactos da guerra na vida de Vladek e como alguém que perdeu tudo e todos, segue em frente.
Eu gosto muito de ler relatos sobre esse período da história e “Maus” me surpreendeu muito. Vladek conta sobre a rotina nos campos de concentração com muitos detalhes, sobre as trocas de favores, sobre como ele conseguiu sobreviver até o final, sobre a comida, os trabalhos forçados e sobre todas as atrocidades cometidas com seres humanos.
Meus olhos se encheram de lágrimas em diversos momentos. Não tem como não se emocionar com a história desse livro, Vladek realmente reflete o que sentiu durante o período. As partes mais difíceis de ler foram as que falavam sobre Anja, mãe de Art. 
É um livro bem pesado e uma leitura muito densa. Foi diferente dos outros relatos que eu já li por dois motivos: um é a narrativa, não é o sobrevivente simplesmente contando o que aconteceu. É uma conversa entre pai e filho onde Art tenta entender um pouco o que Vladek passou. Outro é o formato de graphic novel, que torna todas as palavras visíveis.

Acho que não importa quantos relatos eu leia, sempre vai ser diferente e sempre vai me mostrar que o número grande de mortes do livro de história é composto por várias pessoas, que tinham família, sonhos e uma vida. Maus” entrou na minha lista de livros favoritos e eu recomendo muito. 


2 de novembro de 2013

NaNoWriMo [1]

Esse post esta saindo um pouco atrasado, mas eu comentar sobre o NaNoWriMo aqui no blog. Vários blogs já fizeram posts falando sobre o que é, mas uma descrição rápida é:
NaNoWriMo = escrever uma história de 50.000 palavras durantes os 30 dias de novembro.
Escrevendo 1,666 palavras por dia, você chega lá. Minha dica principal é: muita disciplina. Reserve um momento do seu dia para escrever e escreva;
Eu participei ano passado do Camp NaNoWriMo em junho, mas esse ano decidi que queria fazer o projeto original, em novembro. Esse ano está sendo bem mais divertido porque várias blogueiras também estão participando, então tem vários writing sprints no twitter e apoio emocional durante essa loucura.
Minha experiência com o projeto foi muito boa, é uma forma de se forçar a sentar e escrever e não ficar protelando e protelando. É uma forma de ter um rascunho da sua história pronto para ser melhorado (porque minha teoria é assim: você pode escrever uma história em um mês, mas não pode escrever algo muito bom em um mês)
Sobre o meu NaNoWriMo desse ano:
É uma história que eu já venho pensando faz muito tempo, mas todas as vezes que eu tentei escrever, acabei não gostando. Vou utilizar o NaNoWriMo para começar o zero e ver se assim, eu gosto um pouco mais do resultado.
O tema é algo bem pessoal, sobre o ano do vestibular da minha personagem que (surpresa) tem várias situações em comum com o meu ano do vestibular. Não é autobiográfico (nem perto disso), mas é impossível escrever sobre isso sem colocar algumas experiências minhas na história.
É uma história que eu sinto que preciso escrever e estou muito animada.
Estou escrevendo esse post no final do sábado (02/11) e já tenho 4,103 palavras escritas. Foi um ótimo inicio e eu realmente espero que consiga continuar assim durante a semana!
Espero que eu consiga fazer posts durante o mês atualizando vocês como meu NaNoWriMo está indo. Algum de vocês já participou antes ou esta participando esse ano? Como está o progresso de vocês?
Gabi

29 de outubro de 2013

Resenha: The Thief of Time - John Boyne

Matthieu Zela nasceu em 1758 na França. Após o assassinato de sua mãe, ele e seu irmão fogem para Inglaterra encontrando uma moça chamada Dominique no caminho. Chegando em Dover, eles se estabelecem lá por alguns anos. A vida de Matthieu é marcada por um fato interessante: a imortalidade.
O livro não é narrado de forma linear, então o leitor é levado para os diversos períodos da vida de Matthieu. Os dois focos principais são a vida dele no presente. em 1999 e quando ele, seu irmão e Dominique chegam à Inglaterra. Entre os capítulos que contam essas duas partes, temos a Revolução Francesa, Hollywood de 1920, a quebra da bolsa de Nova Iorque e diversos outros momentos.
Matthieu é um personagem que ao longo de seus muitos anos de vida, acumula conhecimentos e experiências. É notável que ele vê a vida de uma forma diferente de todos os outros personagens que aparecem, ele sempre tenta fazer o melhor e ajudar. Ele não é um personagem que não se conforma e que odeia a imortalidade, Matthieu apenas aceita. Aceita e tenta fazer o melhor possível com ela. Eu considerei ele um ótimo personagem, muito bem desenvolvido e caracterizado.
O ponto forte do livro é a maneira como John Boyne retrata cada período da vida de Matthieu. O leitor realmente percebe as mudanças de tempos através dos costumes, da ambientação e da forma maravilhosa com o autor narra os capítulos. Diversos temas são abordados durante a narrativa, tanto como o amor, a perda, a decepção, a traição, vingança e a amizade.
Não é um livro com uma narrativa rápida. Os capítulos são longos e não existe um conflito principal que faz o leitor sentir que precisa seguir lendo para saber o que acontece. É preciso ter o simples interesse em ler sobre as experiências do personagem e gostar da narrativa do John Boyne. Eu adorei, o livro funcionou muito bem para mim.
Acredito que vai agradar bastante quem gosta de história e livros que retratem períodos importantes. 
É um livro muito bem escrito, com ótimos personagens e uma ótima história. Não é o meu favorito do autor, mas ainda assim, recomendo bastante.

21 de outubro de 2013

Estive pensando: Leituras Obrigatórias

Todo colégio tem suas leituras obrigatórias. Acredito que o objetivo das leituras seja fazer os estudantes lerem. Contudo, a quantidade de pessoas que realmente lê os livros propostos não é muito grande. Resolvi comentar um pouco no post de hoje o meu ponto de vista sobre as leituras obrigatórias e um pouquinho da minha experiência com elas.
Algo que eu percebi esse ano é que no momento que você troca as palavras “leitura obrigatória” por “livro que pode ser realmente muito legal” você passa a ver o livro de forma diferente. Acaba sendo apenas mais um livro na sua estante com um grande potencial de agradar.

15 de outubro de 2013

Tag: Sua vida em livros


Essa tag foi traduzida pela Tatiana Feltrin do Tiny Little Things e já faz um tempo que eu quero responder.

1) Escolha um livro para cada uma de suas iniciais
Três livros que eu gosto bastante. "Garotas de Vidro" é bem pesado, trata sobre distúrbios alimentares de uma força cruel e real, a narrativa da autora é maravilhosa. "Hunger" é o segundo volume de uma série que eu gosto, mas acabei não dando continuidade. O motivo é que são muitos livros e eu desanimei. Contudo, se você não se importar com séries longas, eu recomendo. "Generation Dead" não é muito conhecido, mas é um livro muito bom que trata sobre preconceito e zumbis.

2) Conte sua idade pelos livros de sua estante: qual é o livro?
Nessa pergunta é preciso contar a sua idade pelos livros da sua estante, da esquerda para direita. O décimo sétimo livro da minha estante é Paper Towns do John Green. Nem preciso comentar que fiquei bem feliz que esse livro apareceu e que eu recomendo bastante.

12 de outubro de 2013

Top 5: Obras de autores que eu ainda não li

A minha lista de futuras leituras e livros desejados é grande. Muito grande. Vi em diversos blogs posts sobre autores que o blogueiro queria conhecer e achei a ideia muito legal. Escolhi cinco autores cujas obras eu ainda não conheço, mas que tenho bastante interesse em conhecer.

J. R. R. Tolkien
Eu comprei todos os livros da trilogia e pretendo ler em janeiro/fevereiro do ano que vem, quando passar toda a loucura de vestibulares. Tem alguns livros que a minha mente vê como se eu precisasse ler para conhecer a obra e a história. O Senhor dos Anéis é assim, eu sinto como se precisasse ler.
Dan Brown
Eu tenho “O Código Da Vinci”, mas ainda não li. Várias pessoas já recomendaram, vários amigos meus já disseram que eu preciso ler e eu vou ler.  Não tenho um motivo real pelo qual eu ainda não li, mas eu sempre acabo passando outros livros na frente. Tenho bastante curiosidade em ler a obra do autor para poder ver o motivo de tanto sucesso.
Charles Dickens
Eu gosto muito de literatura inglesa, então preciso ler Charles Dickens. Provavelmente a leitura vai exigir bastante, então estou esperando até ter mais tempo disponível. Eu pretendo ler “A Christmas Carol” em dezembro desse ano.
Carlos Ruiz Záfon
Muita gente já recomendou os livros do autor e disseram que eu vou gostar. Sempre leio resenhas positivas e sinto que eu realmente vou gostar. Minha amiga comentou um pouco sobre o enredo de um dos livros e eu fiquei bem animada em comprar e ler.
Aldous Huxley
Eu já pensei em começar a ler “Um Admirável Mundo Novo” diversas vezes, mas sempre acabo deixando para depois. É uma distopia, eu adoro distopias e espero conhecer o trabalho do autor logo.
Quais seriam as escolhas de vocês?

8 de outubro de 2013

Resenha: "A Ilha dos Dissidentes" - Bárbara Morais

Sybil Varuna foi a única sobrevivente do naufrágio do navio Titanic III. Sendo sua sobrevivência extremamente improvável, são feitos diversos exames e ela descobre ser uma mutante. Sybil é então transferida da sua cidade Kali, que ficava em meio a uma zona de guerra para Pandora, para onde todas as pessoas que apresentam mutações são levadas. 
Lá, Sybil é acolhida por uma nova família, faz amigos e conhece uma realidade completamente diferente daquela vivida por ela em Kali. Apesar de sua nova vida parecer perfeita, ela acaba percebendo que existem questões muito mais sérias por trás de tudo que esta acontecendo.

O mundo distópico criado pela Bárbara Morais é intrigante e muito bem construído. A Ilha dos Dissidentes é um ótimo início para a trilogia, a autora introduz as características do seu mundo, o governo e alguns dos problemas existentes. A narrativa é muito boa, rápida e as cenas de ação são muito bem descritas.
O livro contém um pequeno conflito que faz parte do conflito maior, que provavelmente engloba os acontecimentos dos próximos volumes. O livro em si, é muito inteligente e bem pensado. O tema da segregação de grupos diferentes, as diferenças sociais existentes entre as diversas cidades, as zonas de guerra e como são exploradas, torna esse livro inteligente, bem pensado e maravilhoso.
Eu gostei muito dos personagens. Cada um tem suas características e todos são bem construídos e desenvolvidos. Com poucas páginas de leitura, eu já estava imersa na narrativa e só consegui me tranquilizar quando terminei o livro.
Fazia tempo que eu não me animava com uma trilogia, mas eu estou muito empolgada em continuar lendo à sobre os anômalos. Sendo o livro introdutório tão bom, acredito que os próximos irão desenvolver tudo de uma maneira maravilhosa. O livro me surpreendeu muito. Distopia é um dos meus gêneros favoritos e fiquei muito feliz de ter gostado tanto de A Ilha dos Dissidentes. É a primeira distopia nacional que eu leio e é de muita qualidade. Recomendo muito.

4 de outubro de 2013

Leituras de Setembro (2013) + Livros Novos

           
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Faz um tempo que eu não mostro os livros novos porque eu fiquei agosto inteiro sem comprar nada, o "The Cuckoo's Calling" foi um presente e acabei comprando pouca coisa em setembro. 
The Cuckoo's Calling - Robert Galbraith - Quando a noticia de que Robert Galbraith era na verdade J.K. Rowling apareceu, minha tia estava na Inglaterra e eu pedi para ela comprar o livro para mim. Eu gosto bastante de histórias policiais e estou bem animada para ler esse livro. Provavelmente será uma das minhas leituras de outubro.

Ariel - Sylvia Plath - Eu me apaixonei pela escrita da Sylvia Plath em "The Bell Jar" e comprei o livro de poesias dela na Cultura. O livro é maravilhoso e eu ainda não comecei a ler, mas eu adoro poesia e já percebi que a autora tem uma delicadeza maravilhosa com as palavras.
A Ilha dos Dissidentes - Bárbara Morais - Gutenberg - Normalmente, eu demoro para comprar os lançamentos, mas eu senti que precisava ler esse livro e comprei poucas semanas depois do lançamento da Bienal. Eu já li o livro e adorei. Vale muito a pena conhecer a história e os personagens.

Múltipla Escolha - Lya Luft - Record - Desde que li "As Parceiras" como leitura obrigatória para o vestibular eu senti que precisava ler mais da Lya Luft para conhecer seu estilo de narrativa por completo. Comprei esse livro em um sebo por sete reais e espero conseguir ler ainda esse ano.

História do Cerco de Lisboa - José Saramago - Companhia de Bolso - Uma das últimas leituras obrigatórias que faltam! Nunca li nada do Saramago, mas espero conseguir ultrapassar a barreira da narrativa diferente do autor e aproveitar a história (que parece ser muito interessante).

Como foi o mês de vocês?
Gabi

1 de outubro de 2013

Resenha: "The Lover's Dictionary" - David Levithan

Sendo essa minha segunda experiência com livros do David Levithan, chego à conclusão de que ele é um autor que sai da zona de conforto, sai dos clichês e das narrativas comuns. Ele inova na forma de contar uma história simples.
“The Lover’s Dictionary” condiz com o título. O livro é no formato de um dicionário, com palavras relacionadas ao amor em ordem alfabética e junto com cada palavra, existe um pequeno fragmento de uma história. A narrativa não é linear, mas todos os fragmentos sobre amor são sobre o mesmo casal.
David Levithan narra esse relacionamento de uma forma real e honesta. O leitor é apresentado ao inicio do relacionamento, aos momentos felizes, aos momentos de insegurança e as brigas ocorrentes. Os fragmentos para cada palavra são na maioria das vezes curtos, chegando a ser apenas uma frase, contudo, o autor consegue dizer em uma frase algo que muitos tentam dizer em um livro inteiro.

Essa 'quote', na verdade é uma página do livro. Tem a palavra, a classificação da palavra (no caso noun, substantivo) e um pequeno trecho que seja relacionado com o significado da palavra.
abyss, n.
There are times when I doubt everything. When I regret everything you've taken from me, everything I've given you, and the waste of all the time I've spent on us.”
É um livro rápido de ser lido, contudo, eu aconselho a ler sem pressa. Deixar os personagens se tornarem reais e criar um vínculo com eles foi o que fez com que eu me emocionasse com frases extremamente simples do livro.
David Levithan escreveu um livro diferente. Escreveu algo inovador que conseguiu me conquistar como não imaginei que fosse.

E além de ser uma ótima história escrita por um autor que soube organizar simples palavras e formar algo mágico. Além disso, aumentou meu vocabulário porque aprendi várias palavras novas.

28 de setembro de 2013

Estive pensando: Séries e Trilogias

É cada vez mais comum a presença de séries de livros no mundo literário. Eu já venho pensando nisso faz um tempo e resolvi compartilhar com vocês. O pensamento começou quando eu resolvi pensar nos meus livros favoritos e percebi que poucos são partes de séries. Acredito que como tudo na vida, existe uma vertente positiva e outra negativa para pensar.
Para mim, uma série funciona quando o autor sabe trabalhar a ideia de escrever uma série, que acaba sendo bem diferente de escrever apenas um livro.
O que é necessário para que uma série funcione?

24 de setembro de 2013

Resenha: Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Agosto de 1986. Eleanor é a menina nova na escola, com seus cabelos ruivos encaracolados, suas roupas excêntricas e seu peso um pouco acima do ‘normal’ ela chama atenção logo no seu primeiro dia ao entrar no ônibus. Ela senta-se no único lugar disponível, ao lado de um menino quieto, com descendência asiática que gosta que quadrinhos chamado Park.
Lentamente, eles passam do silêncio para pequenas conversas. Eles escutam músicas juntos, leem quadrinhos e começam a aprender um sobre a vida do outro, começam uma amizade que irá se desenvolver ao decorrer da história.
“Eleanor & Park” é um livro que por mais previsível que seja; ainda é diferente. É diferente porque foge dos padrões de livros jovem adulto que se passam no Ensino Médio. Eleanor não é a típica personagem que já se conhece e Park também foge do estereótipo.
Eleanor e Park estão bem longe de serem personagens perfeitos. Contudo, esse é um dos fatores que fez com que eu gostasse tanto do livro, os personagens são reais. As situações são reais. Não existe soluções milagrosas e acontecimentos inesperados. Assim como não existe isso na vida real.
A imperfeição dos personagens vem da maneira como ambos foram caracterizados e desenvolvidos pela autora. A personalidade de cada um é diferente e sim, talvez a insegurança de Eleanor tenha me incomodado em alguns momentos, mas faz parte da personalidade dela. As histórias familiares de ambos personagens também são bem construídas e incorporadas na história.
A narrativa da autora é em terceira pessoa, intercalando os pontos de vista de Eleanor e Park. O livro é composto por muitos diálogos, eu gosto de diálogos bem escritos, divertidos e Rainbow Rowell soube usá-los na medida certa.
O final, por mais vago que seja, se encaixou com a história. Funcionou com a ideia que a autora quis passar e por mais eu fique desejando saber o que acontece, foi o final que a história precisava.
É um jovem adulto diferente, encantador e cheio de momentos adoráveis, tristes e reais. 

16 de setembro de 2013

Resenha: "Morte Súbita" - J. K. Rowling

O livro se inicia com a morte repentina de Barry Fairbrother, conselheiro da pequena cidade fictícia de Pagford, na Inglaterra. O enredo consiste nas consequências que a morte dele trás para diversos moradores da cidade e como as ações de um, influenciam a vida de outros.
Não existe um personagem principal em Morte Súbita, em uma narrativa de terceira pessoa, o leitor é levado para os diversos círculos sociais, famílias e relacionamentos. Logo no inicio do livro, é apresentado os diversos conflitos existentes entre os personagens. Pagford é uma cidade pequena que guarda grandes intrigas.
Os personagens do livro, em sua maioria não agradam o leitor, talvez por mostrar as facetas negativas do ser humano ou por suas ações no decorrer da história. Contudo, são personagens muito bem construídos e desenvolvidos, mostram o melhor e o pior do ser humano. São personagens reais.
J. K. Rowling apresenta os personagens, suas situações sociais de uma forma que faz com que o leitor entenda porque o personagem age do jeito que age. É um livro pesado, com temáticas pesadas e mais adultas. 
A disputa política existente no livro pela vaga que Fairbrother deixou no conselho é uma parte que deixa a história um pouco arrastada, mas o que acontece nos círculos sociais com os outros personagens é interessante e move a narrativa. A autora aborda também os conflitos entre as diferentes classes sociais existentes em Pagford e como as vidas dos personagens são interligadas, sendo Barry Fairbrother quem une todas essas histórias.

A morte de Barry Fairbrother é o catalisador para todos os outros eventos. Muitos deles, trágicos. Confesso que fiquei com um aperto no coração e no final, me importei com personagens que no início eu não me importava. J. K. Rowling soube conduzir a narrativa de uma forma maravilhosa, criando uma pequena cidade e dando vida a ela, dando vida aos personagens tornando-os reais.


13 de setembro de 2013

Top 10: Capas Favoritas (2013)


Levando como inspiração o post da Ni sobre capas favoritas, resolvi mostrar as minhas. 

Percebi que gosto de capas simples, sem muitos detalhes, sem muitas cores e sem pessoas aparecendo diretamente. As capas não estão em ordem de preferência: 

Eu gosto das cores, gosto da textura da capa e da imagem. Combina com o livro e reflete a essência da história. Assim como o livro, é simples e tem um significado oculto. (resenha)
Já comentei sobre essa capa em alguns vídeos, mas não custa reforçar o comentário de que é maravilhosa. Eu adoro a imagem e as cores. Não precisava os comentários em branco nos cantos, mas não é algo que me incomode muito. (resenha)

10 de setembro de 2013

Resenha: Cadê você, Bernadette? - Maria Semple

Bernadette Fox é vista como uma desgraça para as outras mães da escola de Bee. Para muitos, ela foi uma arquiteta revolucionária que acabou se fechando em Seattle e sumindo do mundo das construções. Bee é uma filha exemplar, e por ter tirado notas altas em seu boletim, seus pais falaram que ela poderia escolher qualquer coisa.
A escolha de Bee foi uma viagem em família para Antártida. Bernadette e Bee tem um ótimo relacionamento, mas uma viagem para Antártida não se encaixa muito bem nos planos de Bernadette, que prefere fugir de qualquer chance de socialização.
Dias antes da viagem, Bernadette desaparece sem deixar registros. Bee acaba coletando e-mails, cartas, mensagens, arquivos e reportagens e juntando todas as matérias em um livro. Assim, ela espera entender o que estava acontecendo na vida de sua mãe antes do desaparecimento e encontrá-la.
A narrativa de “Where’d you go Bernadette” é diferente. Com os e-mails e cartas, o leitor é apresentado a personagens e acontecimentos que de inicio, não parecem ter relevância a história. Entre os documentos, temos memórias de Bee comentando sobre os dias que antecederam o desaparecimento de sua mãe.
O leitor descobre que Bernadette é uma personagem muito mais intrínseca do que parece. Descobre o que aconteceu para ela deixar de ser uma arquiteta famosa e acabar morando em uma casa abandonada cheia de problemas em Seattle. Descobre o que esse acontecimento reflete em sua personalidade e seus pensamentos. O livro vai se tornando intrigante com o decorrer das páginas, fazendo leitor ficar imerso na busca de Bee por Bernadette e em todas as descobertas que ela faz.
Algumas partes poderiam ter sido mais desenvolvidas, especialmente no final. Evitando spoilers, apenas um comentário: talvez tenha sido tudo fácil demais.
É um romance contemporâneo com uma história bem desenvolvida, com um bom ritmo e uma narrativa que difere das demais. Os personagens foram bem desenvolvidos e bem colocados na história. Bee é uma personagem adorável, cheia de emoções fortes e repentinas como qualquer outra menina de 14/15 anos. Eu recomendo bastante. Para mim, acabou sendo muito mais do que eu esperava. 

7 de setembro de 2013

Leituras de Agosto (2013)

              

Resenhas:

The Bell Jar - Sylvia Plath
Terras do Sem-Fim - Jorge Amado
O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
Wanderlove - Kirsten Hubbard
Where'd you go Bernadette - Maria Semple

4 de setembro de 2013

Resenha: Wanderlove - Kirsten Hubbard

Quando Bria Sandoval se inscreveu em uma excursão para América Central, ela esperava diversão, amigos novos e uma oportunidade para fugir dos acontecimentos que marcaram as últimas semanas da sua vida. Quando ela chega em Guatemala e conhece seus parceiros de viagem, ela se surpreende com um grupo de senhoras e senhores de idade e um roteiro de viagem restrito e regrado.
Em um passeio ao mercado, Bria acaba conhecendo Rowan, um mochileiro e instrutor de mergulho que vai fazer com que sua viagem mude de rumo. Ela acaba largando a excursão e seguindo com Rowan e sua irmã Starling, com apenas uma mochila e o desejo de não deixar o medo impedir que ela viva.
“What is the point of travel if you never get off the train?”
É impossível ler Wanderlove e não sentir vontade de viajar dessa maneira não tão convencional. A narrativa da Kirsten Hubbard é maravilhosa, ela faz o leitor ver os lugares, sentir os cheiros e presenciar as cenas. Os personagens são bem desenvolvidos e construídos.
Bria é parecida comigo em várias características. Durante o livro, ela evolui e aprende que não pode deixar suas inseguranças, medos e passados impedir que ela siga com sua vida. Rowan tem um passado que ele deseja esquecer, é um personagem encantador e um amigo que eu gostaria de ter.
A relação entre Rowan e Bria é muito bem desenvolvida pela autora. Eles se entendem e eles acabam ajudando um ao outro durante todo o tempo. Adoro livros que envolvem viagens, principalmente quando eu sinto que tivesse conhecido os lugares mencionados. Eu senti que conhecia Guatemala, Belize e outros lugares encantadores que eles conhecem.
Foi uma leitura que abriu a minha mente, que mudou a forma como eu pensava em viagens e como conhecer lugares novos. Não queria que o livro terminasse, tentei economizar as páginas, mas é tão cativante que é impossível parar de ler.