28 de setembro de 2013

Estive pensando: Séries e Trilogias

É cada vez mais comum a presença de séries de livros no mundo literário. Eu já venho pensando nisso faz um tempo e resolvi compartilhar com vocês. O pensamento começou quando eu resolvi pensar nos meus livros favoritos e percebi que poucos são partes de séries. Acredito que como tudo na vida, existe uma vertente positiva e outra negativa para pensar.
Para mim, uma série funciona quando o autor sabe trabalhar a ideia de escrever uma série, que acaba sendo bem diferente de escrever apenas um livro.
O que é necessário para que uma série funcione?

24 de setembro de 2013

Resenha: Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Agosto de 1986. Eleanor é a menina nova na escola, com seus cabelos ruivos encaracolados, suas roupas excêntricas e seu peso um pouco acima do ‘normal’ ela chama atenção logo no seu primeiro dia ao entrar no ônibus. Ela senta-se no único lugar disponível, ao lado de um menino quieto, com descendência asiática que gosta que quadrinhos chamado Park.
Lentamente, eles passam do silêncio para pequenas conversas. Eles escutam músicas juntos, leem quadrinhos e começam a aprender um sobre a vida do outro, começam uma amizade que irá se desenvolver ao decorrer da história.
“Eleanor & Park” é um livro que por mais previsível que seja; ainda é diferente. É diferente porque foge dos padrões de livros jovem adulto que se passam no Ensino Médio. Eleanor não é a típica personagem que já se conhece e Park também foge do estereótipo.
Eleanor e Park estão bem longe de serem personagens perfeitos. Contudo, esse é um dos fatores que fez com que eu gostasse tanto do livro, os personagens são reais. As situações são reais. Não existe soluções milagrosas e acontecimentos inesperados. Assim como não existe isso na vida real.
A imperfeição dos personagens vem da maneira como ambos foram caracterizados e desenvolvidos pela autora. A personalidade de cada um é diferente e sim, talvez a insegurança de Eleanor tenha me incomodado em alguns momentos, mas faz parte da personalidade dela. As histórias familiares de ambos personagens também são bem construídas e incorporadas na história.
A narrativa da autora é em terceira pessoa, intercalando os pontos de vista de Eleanor e Park. O livro é composto por muitos diálogos, eu gosto de diálogos bem escritos, divertidos e Rainbow Rowell soube usá-los na medida certa.
O final, por mais vago que seja, se encaixou com a história. Funcionou com a ideia que a autora quis passar e por mais eu fique desejando saber o que acontece, foi o final que a história precisava.
É um jovem adulto diferente, encantador e cheio de momentos adoráveis, tristes e reais. 

16 de setembro de 2013

Resenha: "Morte Súbita" - J. K. Rowling

O livro se inicia com a morte repentina de Barry Fairbrother, conselheiro da pequena cidade fictícia de Pagford, na Inglaterra. O enredo consiste nas consequências que a morte dele trás para diversos moradores da cidade e como as ações de um, influenciam a vida de outros.
Não existe um personagem principal em Morte Súbita, em uma narrativa de terceira pessoa, o leitor é levado para os diversos círculos sociais, famílias e relacionamentos. Logo no inicio do livro, é apresentado os diversos conflitos existentes entre os personagens. Pagford é uma cidade pequena que guarda grandes intrigas.
Os personagens do livro, em sua maioria não agradam o leitor, talvez por mostrar as facetas negativas do ser humano ou por suas ações no decorrer da história. Contudo, são personagens muito bem construídos e desenvolvidos, mostram o melhor e o pior do ser humano. São personagens reais.
J. K. Rowling apresenta os personagens, suas situações sociais de uma forma que faz com que o leitor entenda porque o personagem age do jeito que age. É um livro pesado, com temáticas pesadas e mais adultas. 
A disputa política existente no livro pela vaga que Fairbrother deixou no conselho é uma parte que deixa a história um pouco arrastada, mas o que acontece nos círculos sociais com os outros personagens é interessante e move a narrativa. A autora aborda também os conflitos entre as diferentes classes sociais existentes em Pagford e como as vidas dos personagens são interligadas, sendo Barry Fairbrother quem une todas essas histórias.

A morte de Barry Fairbrother é o catalisador para todos os outros eventos. Muitos deles, trágicos. Confesso que fiquei com um aperto no coração e no final, me importei com personagens que no início eu não me importava. J. K. Rowling soube conduzir a narrativa de uma forma maravilhosa, criando uma pequena cidade e dando vida a ela, dando vida aos personagens tornando-os reais.


13 de setembro de 2013

Top 10: Capas Favoritas (2013)


Levando como inspiração o post da Ni sobre capas favoritas, resolvi mostrar as minhas. 

Percebi que gosto de capas simples, sem muitos detalhes, sem muitas cores e sem pessoas aparecendo diretamente. As capas não estão em ordem de preferência: 

Eu gosto das cores, gosto da textura da capa e da imagem. Combina com o livro e reflete a essência da história. Assim como o livro, é simples e tem um significado oculto. (resenha)
Já comentei sobre essa capa em alguns vídeos, mas não custa reforçar o comentário de que é maravilhosa. Eu adoro a imagem e as cores. Não precisava os comentários em branco nos cantos, mas não é algo que me incomode muito. (resenha)

10 de setembro de 2013

Resenha: Cadê você, Bernadette? - Maria Semple

Bernadette Fox é vista como uma desgraça para as outras mães da escola de Bee. Para muitos, ela foi uma arquiteta revolucionária que acabou se fechando em Seattle e sumindo do mundo das construções. Bee é uma filha exemplar, e por ter tirado notas altas em seu boletim, seus pais falaram que ela poderia escolher qualquer coisa.
A escolha de Bee foi uma viagem em família para Antártida. Bernadette e Bee tem um ótimo relacionamento, mas uma viagem para Antártida não se encaixa muito bem nos planos de Bernadette, que prefere fugir de qualquer chance de socialização.
Dias antes da viagem, Bernadette desaparece sem deixar registros. Bee acaba coletando e-mails, cartas, mensagens, arquivos e reportagens e juntando todas as matérias em um livro. Assim, ela espera entender o que estava acontecendo na vida de sua mãe antes do desaparecimento e encontrá-la.
A narrativa de “Where’d you go Bernadette” é diferente. Com os e-mails e cartas, o leitor é apresentado a personagens e acontecimentos que de inicio, não parecem ter relevância a história. Entre os documentos, temos memórias de Bee comentando sobre os dias que antecederam o desaparecimento de sua mãe.
O leitor descobre que Bernadette é uma personagem muito mais intrínseca do que parece. Descobre o que aconteceu para ela deixar de ser uma arquiteta famosa e acabar morando em uma casa abandonada cheia de problemas em Seattle. Descobre o que esse acontecimento reflete em sua personalidade e seus pensamentos. O livro vai se tornando intrigante com o decorrer das páginas, fazendo leitor ficar imerso na busca de Bee por Bernadette e em todas as descobertas que ela faz.
Algumas partes poderiam ter sido mais desenvolvidas, especialmente no final. Evitando spoilers, apenas um comentário: talvez tenha sido tudo fácil demais.
É um romance contemporâneo com uma história bem desenvolvida, com um bom ritmo e uma narrativa que difere das demais. Os personagens foram bem desenvolvidos e bem colocados na história. Bee é uma personagem adorável, cheia de emoções fortes e repentinas como qualquer outra menina de 14/15 anos. Eu recomendo bastante. Para mim, acabou sendo muito mais do que eu esperava. 

7 de setembro de 2013

Leituras de Agosto (2013)

              

Resenhas:

The Bell Jar - Sylvia Plath
Terras do Sem-Fim - Jorge Amado
O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
Wanderlove - Kirsten Hubbard
Where'd you go Bernadette - Maria Semple

4 de setembro de 2013

Resenha: Wanderlove - Kirsten Hubbard

Quando Bria Sandoval se inscreveu em uma excursão para América Central, ela esperava diversão, amigos novos e uma oportunidade para fugir dos acontecimentos que marcaram as últimas semanas da sua vida. Quando ela chega em Guatemala e conhece seus parceiros de viagem, ela se surpreende com um grupo de senhoras e senhores de idade e um roteiro de viagem restrito e regrado.
Em um passeio ao mercado, Bria acaba conhecendo Rowan, um mochileiro e instrutor de mergulho que vai fazer com que sua viagem mude de rumo. Ela acaba largando a excursão e seguindo com Rowan e sua irmã Starling, com apenas uma mochila e o desejo de não deixar o medo impedir que ela viva.
“What is the point of travel if you never get off the train?”
É impossível ler Wanderlove e não sentir vontade de viajar dessa maneira não tão convencional. A narrativa da Kirsten Hubbard é maravilhosa, ela faz o leitor ver os lugares, sentir os cheiros e presenciar as cenas. Os personagens são bem desenvolvidos e construídos.
Bria é parecida comigo em várias características. Durante o livro, ela evolui e aprende que não pode deixar suas inseguranças, medos e passados impedir que ela siga com sua vida. Rowan tem um passado que ele deseja esquecer, é um personagem encantador e um amigo que eu gostaria de ter.
A relação entre Rowan e Bria é muito bem desenvolvida pela autora. Eles se entendem e eles acabam ajudando um ao outro durante todo o tempo. Adoro livros que envolvem viagens, principalmente quando eu sinto que tivesse conhecido os lugares mencionados. Eu senti que conhecia Guatemala, Belize e outros lugares encantadores que eles conhecem.
Foi uma leitura que abriu a minha mente, que mudou a forma como eu pensava em viagens e como conhecer lugares novos. Não queria que o livro terminasse, tentei economizar as páginas, mas é tão cativante que é impossível parar de ler.