29 de outubro de 2013

Resenha: The Thief of Time - John Boyne

Matthieu Zela nasceu em 1758 na França. Após o assassinato de sua mãe, ele e seu irmão fogem para Inglaterra encontrando uma moça chamada Dominique no caminho. Chegando em Dover, eles se estabelecem lá por alguns anos. A vida de Matthieu é marcada por um fato interessante: a imortalidade.
O livro não é narrado de forma linear, então o leitor é levado para os diversos períodos da vida de Matthieu. Os dois focos principais são a vida dele no presente. em 1999 e quando ele, seu irmão e Dominique chegam à Inglaterra. Entre os capítulos que contam essas duas partes, temos a Revolução Francesa, Hollywood de 1920, a quebra da bolsa de Nova Iorque e diversos outros momentos.
Matthieu é um personagem que ao longo de seus muitos anos de vida, acumula conhecimentos e experiências. É notável que ele vê a vida de uma forma diferente de todos os outros personagens que aparecem, ele sempre tenta fazer o melhor e ajudar. Ele não é um personagem que não se conforma e que odeia a imortalidade, Matthieu apenas aceita. Aceita e tenta fazer o melhor possível com ela. Eu considerei ele um ótimo personagem, muito bem desenvolvido e caracterizado.
O ponto forte do livro é a maneira como John Boyne retrata cada período da vida de Matthieu. O leitor realmente percebe as mudanças de tempos através dos costumes, da ambientação e da forma maravilhosa com o autor narra os capítulos. Diversos temas são abordados durante a narrativa, tanto como o amor, a perda, a decepção, a traição, vingança e a amizade.
Não é um livro com uma narrativa rápida. Os capítulos são longos e não existe um conflito principal que faz o leitor sentir que precisa seguir lendo para saber o que acontece. É preciso ter o simples interesse em ler sobre as experiências do personagem e gostar da narrativa do John Boyne. Eu adorei, o livro funcionou muito bem para mim.
Acredito que vai agradar bastante quem gosta de história e livros que retratem períodos importantes. 
É um livro muito bem escrito, com ótimos personagens e uma ótima história. Não é o meu favorito do autor, mas ainda assim, recomendo bastante.

21 de outubro de 2013

Estive pensando: Leituras Obrigatórias

Todo colégio tem suas leituras obrigatórias. Acredito que o objetivo das leituras seja fazer os estudantes lerem. Contudo, a quantidade de pessoas que realmente lê os livros propostos não é muito grande. Resolvi comentar um pouco no post de hoje o meu ponto de vista sobre as leituras obrigatórias e um pouquinho da minha experiência com elas.
Algo que eu percebi esse ano é que no momento que você troca as palavras “leitura obrigatória” por “livro que pode ser realmente muito legal” você passa a ver o livro de forma diferente. Acaba sendo apenas mais um livro na sua estante com um grande potencial de agradar.

15 de outubro de 2013

Tag: Sua vida em livros


Essa tag foi traduzida pela Tatiana Feltrin do Tiny Little Things e já faz um tempo que eu quero responder.

1) Escolha um livro para cada uma de suas iniciais
Três livros que eu gosto bastante. "Garotas de Vidro" é bem pesado, trata sobre distúrbios alimentares de uma força cruel e real, a narrativa da autora é maravilhosa. "Hunger" é o segundo volume de uma série que eu gosto, mas acabei não dando continuidade. O motivo é que são muitos livros e eu desanimei. Contudo, se você não se importar com séries longas, eu recomendo. "Generation Dead" não é muito conhecido, mas é um livro muito bom que trata sobre preconceito e zumbis.

2) Conte sua idade pelos livros de sua estante: qual é o livro?
Nessa pergunta é preciso contar a sua idade pelos livros da sua estante, da esquerda para direita. O décimo sétimo livro da minha estante é Paper Towns do John Green. Nem preciso comentar que fiquei bem feliz que esse livro apareceu e que eu recomendo bastante.

12 de outubro de 2013

Top 5: Obras de autores que eu ainda não li

A minha lista de futuras leituras e livros desejados é grande. Muito grande. Vi em diversos blogs posts sobre autores que o blogueiro queria conhecer e achei a ideia muito legal. Escolhi cinco autores cujas obras eu ainda não conheço, mas que tenho bastante interesse em conhecer.

J. R. R. Tolkien
Eu comprei todos os livros da trilogia e pretendo ler em janeiro/fevereiro do ano que vem, quando passar toda a loucura de vestibulares. Tem alguns livros que a minha mente vê como se eu precisasse ler para conhecer a obra e a história. O Senhor dos Anéis é assim, eu sinto como se precisasse ler.
Dan Brown
Eu tenho “O Código Da Vinci”, mas ainda não li. Várias pessoas já recomendaram, vários amigos meus já disseram que eu preciso ler e eu vou ler.  Não tenho um motivo real pelo qual eu ainda não li, mas eu sempre acabo passando outros livros na frente. Tenho bastante curiosidade em ler a obra do autor para poder ver o motivo de tanto sucesso.
Charles Dickens
Eu gosto muito de literatura inglesa, então preciso ler Charles Dickens. Provavelmente a leitura vai exigir bastante, então estou esperando até ter mais tempo disponível. Eu pretendo ler “A Christmas Carol” em dezembro desse ano.
Carlos Ruiz Záfon
Muita gente já recomendou os livros do autor e disseram que eu vou gostar. Sempre leio resenhas positivas e sinto que eu realmente vou gostar. Minha amiga comentou um pouco sobre o enredo de um dos livros e eu fiquei bem animada em comprar e ler.
Aldous Huxley
Eu já pensei em começar a ler “Um Admirável Mundo Novo” diversas vezes, mas sempre acabo deixando para depois. É uma distopia, eu adoro distopias e espero conhecer o trabalho do autor logo.
Quais seriam as escolhas de vocês?

8 de outubro de 2013

Resenha: "A Ilha dos Dissidentes" - Bárbara Morais

Sybil Varuna foi a única sobrevivente do naufrágio do navio Titanic III. Sendo sua sobrevivência extremamente improvável, são feitos diversos exames e ela descobre ser uma mutante. Sybil é então transferida da sua cidade Kali, que ficava em meio a uma zona de guerra para Pandora, para onde todas as pessoas que apresentam mutações são levadas. 
Lá, Sybil é acolhida por uma nova família, faz amigos e conhece uma realidade completamente diferente daquela vivida por ela em Kali. Apesar de sua nova vida parecer perfeita, ela acaba percebendo que existem questões muito mais sérias por trás de tudo que esta acontecendo.

O mundo distópico criado pela Bárbara Morais é intrigante e muito bem construído. A Ilha dos Dissidentes é um ótimo início para a trilogia, a autora introduz as características do seu mundo, o governo e alguns dos problemas existentes. A narrativa é muito boa, rápida e as cenas de ação são muito bem descritas.
O livro contém um pequeno conflito que faz parte do conflito maior, que provavelmente engloba os acontecimentos dos próximos volumes. O livro em si, é muito inteligente e bem pensado. O tema da segregação de grupos diferentes, as diferenças sociais existentes entre as diversas cidades, as zonas de guerra e como são exploradas, torna esse livro inteligente, bem pensado e maravilhoso.
Eu gostei muito dos personagens. Cada um tem suas características e todos são bem construídos e desenvolvidos. Com poucas páginas de leitura, eu já estava imersa na narrativa e só consegui me tranquilizar quando terminei o livro.
Fazia tempo que eu não me animava com uma trilogia, mas eu estou muito empolgada em continuar lendo à sobre os anômalos. Sendo o livro introdutório tão bom, acredito que os próximos irão desenvolver tudo de uma maneira maravilhosa. O livro me surpreendeu muito. Distopia é um dos meus gêneros favoritos e fiquei muito feliz de ter gostado tanto de A Ilha dos Dissidentes. É a primeira distopia nacional que eu leio e é de muita qualidade. Recomendo muito.

4 de outubro de 2013

Leituras de Setembro (2013) + Livros Novos

           
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Faz um tempo que eu não mostro os livros novos porque eu fiquei agosto inteiro sem comprar nada, o "The Cuckoo's Calling" foi um presente e acabei comprando pouca coisa em setembro. 
The Cuckoo's Calling - Robert Galbraith - Quando a noticia de que Robert Galbraith era na verdade J.K. Rowling apareceu, minha tia estava na Inglaterra e eu pedi para ela comprar o livro para mim. Eu gosto bastante de histórias policiais e estou bem animada para ler esse livro. Provavelmente será uma das minhas leituras de outubro.

Ariel - Sylvia Plath - Eu me apaixonei pela escrita da Sylvia Plath em "The Bell Jar" e comprei o livro de poesias dela na Cultura. O livro é maravilhoso e eu ainda não comecei a ler, mas eu adoro poesia e já percebi que a autora tem uma delicadeza maravilhosa com as palavras.
A Ilha dos Dissidentes - Bárbara Morais - Gutenberg - Normalmente, eu demoro para comprar os lançamentos, mas eu senti que precisava ler esse livro e comprei poucas semanas depois do lançamento da Bienal. Eu já li o livro e adorei. Vale muito a pena conhecer a história e os personagens.

Múltipla Escolha - Lya Luft - Record - Desde que li "As Parceiras" como leitura obrigatória para o vestibular eu senti que precisava ler mais da Lya Luft para conhecer seu estilo de narrativa por completo. Comprei esse livro em um sebo por sete reais e espero conseguir ler ainda esse ano.

História do Cerco de Lisboa - José Saramago - Companhia de Bolso - Uma das últimas leituras obrigatórias que faltam! Nunca li nada do Saramago, mas espero conseguir ultrapassar a barreira da narrativa diferente do autor e aproveitar a história (que parece ser muito interessante).

Como foi o mês de vocês?
Gabi

1 de outubro de 2013

Resenha: "The Lover's Dictionary" - David Levithan

Sendo essa minha segunda experiência com livros do David Levithan, chego à conclusão de que ele é um autor que sai da zona de conforto, sai dos clichês e das narrativas comuns. Ele inova na forma de contar uma história simples.
“The Lover’s Dictionary” condiz com o título. O livro é no formato de um dicionário, com palavras relacionadas ao amor em ordem alfabética e junto com cada palavra, existe um pequeno fragmento de uma história. A narrativa não é linear, mas todos os fragmentos sobre amor são sobre o mesmo casal.
David Levithan narra esse relacionamento de uma forma real e honesta. O leitor é apresentado ao inicio do relacionamento, aos momentos felizes, aos momentos de insegurança e as brigas ocorrentes. Os fragmentos para cada palavra são na maioria das vezes curtos, chegando a ser apenas uma frase, contudo, o autor consegue dizer em uma frase algo que muitos tentam dizer em um livro inteiro.

Essa 'quote', na verdade é uma página do livro. Tem a palavra, a classificação da palavra (no caso noun, substantivo) e um pequeno trecho que seja relacionado com o significado da palavra.
abyss, n.
There are times when I doubt everything. When I regret everything you've taken from me, everything I've given you, and the waste of all the time I've spent on us.”
É um livro rápido de ser lido, contudo, eu aconselho a ler sem pressa. Deixar os personagens se tornarem reais e criar um vínculo com eles foi o que fez com que eu me emocionasse com frases extremamente simples do livro.
David Levithan escreveu um livro diferente. Escreveu algo inovador que conseguiu me conquistar como não imaginei que fosse.

E além de ser uma ótima história escrita por um autor que soube organizar simples palavras e formar algo mágico. Além disso, aumentou meu vocabulário porque aprendi várias palavras novas.