3 de fevereiro de 2014

Resenha: Todo Dia - David Levithan

Todas as manhãs A acorda no corpo de uma pessoa diferente. A única característica que permanece comum dia após dia é a idade. Do resto, pode ser qualquer pessoa. A não tem corpo, não tem um gênero definido e tenta viver cada dia sem causar muito impacto na vida do hospedeiro.
A premissa de “Todo Dia” chamou muito a minha atenção. Já tinha lido alguns livros do David Levithan e me surpreendido muito com a sua narrativa.
A regra principal de não interferência é quebrada quando A acorda no corpo de Justin e acaba conhecendo sua namorada Rhiannon. Ele (a tradutora usa o pronome masculino ao se referir a A) passa então a tentar se reencontrar e manter contato com ela a cada dia, independentemente do corpo que está habitando.
David Levithan escolhe a maior variedade de adolescentes para A habitar por um dia. Isso fez com que várias discussões pudessem ser trabalhadas. A ideia de beleza interior e exterior e a ideia de que por mais que todos adolescentes sejam bem diferentes, todos têm características em comum. A sociedade, a família e as influências externas vão formando as pessoas de diferentes formas.
A não tem família, amigos, uma casa ou qualquer lugar e pessoa a quem ele possa pertencer. Isso me trouxe vários pensamentos de como muitas vezes, pertencer a algo é importante nessa faixa etária. Ter alguém para sentir sua falta e ter algo que você possa sentir falta. A é simplesmente sozinho, sem nada nem ninguém.
Rhiannon é uma ótima personagem por refletir o que eu sentia na maioria das vezes. Não é fácil aceitar as trocas de corpos e ainda assim aceitar que é a mesma 'pessoa' dentro deles. 

Talvez por eu esperar demais do livro, tenha acabado me decepcionando um pouco. David Levithan escreveu um dos meus livros favoritos e eu não consegui sentir nesse o que eu senti lendo "The Lover's Dictionary". Eu senti que faltou uma profundidade maior na história, um pouco mais de aprofundamento nos personagens e na discussão apresentada durante o livro. 
Eu realmente achei que o autor fosse dar uma explicação do porquê de tudo para o leitor, o fato que muitos pontos ficaram soltos me deixou um pouco incomodada. O final foi dolorido, mas foi o final certo para esse livro.  
Foi uma leitura interessante, eu esperava um pouco mais de profundidade e acabou não sendo o meu favorito do autor. Eu gostei, mas não foi tudo que eu esperava. Para quem acha a premissa instigante, recomendo conferir a história e tirar suas próprias conclusões. 

5 comentários:

  1. Oi Gabi.
    Eu li este livro ano passado, eu gostei, mas achei algumas coisas vagas e gostaria de um outro final.

    Beijos*

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  2. É interessante ler uma opinião diferente sobre esse livro depois de ver tanta gente amando ele. A premissa realmente chama atenção e creio que vale a leitura pelas reflexões que podem ser feitas. Fiquei sabendo que o livro tem uma possível continuação então essa explicação do porquê de tudo talvez venha nessa sequência.

    Enfim, ótima resenha!

    Beijo,
    Naty.

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  3. Já li outras resenhas desse livro e me interessei e muito. Parece ser mesmo uma leitura instigante, pena ter alguns pontos soltos :/ Mas quero dar uma chance à ele ;}

    Beijos
    http://mon-autre.blogspot.com/

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  4. Li varias resenhas e resolvi comprar o livro.. Espero q eu goste


    http://foreverabookaholic.blogspot.com.br

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  5. Não gostei desse livro. Achei completamente vazio e sem motivo de existir. A mim, parece uma tentativa de um roteiro original, numa escrita comum, que resultou num livro totalmente tedioso. Não consegui parar de ler, pois queria terminar LOGO e me ver livre dessa historia.

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