29 de junho de 2014

Resenha: O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón

Os comentários positivos que eu li sobre a obra do Zafón e todas as recomendações que eu recebi nos últimos meses acabaram colocando “ler Zafón” como uma meta para 2014.  “O Príncipe da Névoa” é o primeiro livro publicado pelo autor em 1993 e acredito que a partir dessa leitura já se pode ter uma noção do motivo de tantos elogios.
Em 1943, Max e sua família se mudam para uma pequena cidade litorânea com o objetivo de fugir da guerra que se aproxima. Assim que chega à estação, Max já percebe algo estranho com a cidade ao ver que o relógio gira ao contrário. A casa nova da família também tem uma atmosfera e um histórico que acaba fazendo com que Max descubra algumas informações sobre a família que construiu a casa e o que aconteceu com eles.
O livro então segue Max, sua irmã Alicia e seu novo amigo Roland nas suas tentativas de desvendar mistérios e buscar respostas.
Acho que esse é um dos livros que quanto menos o leitor souber quando iniciar a leitura, melhor. O mistério central é bem construído e torna “O Príncipe da Névoa” uma leitura extremamente envolvente.
A narrativa de Zafón tem um clima sombrio e instigante, deixando o leitor sempre a espera do que vai acontecer em seguida. O autor escreve no prólogo que é um livro infanto-juvenil, que ele gostaria de ter lido com 13, 14 anos, mas que também pudesse agradar leitores de todas as idades. Acredito que é um livro que agrada tanto leitores mais novos como mais velhos justamente por ter uma linguagem simples, personagens mais novos e ainda assim lidar com questões mais sérias como o poder de uma escolha, de uma promessa e de acordos.
Eu senti o início do livro um pouco lento e precisei recomeçar algumas vezes até realmente me envolver com a história, mas logo isso deixou de ser um problema e eu não consegui soltar o livro até terminá-lo. Outro ponto que eu criticaria é que algumas cenas eu senti que podiam ter sido mais desenvolvidas.

Os elogios existem porque o Zafón consegue criar uma atmosfera bem única e uma narrativa maravilhosa. Foi um ótimo livro para conhecer o trabalho dele e fazer com que eu siga lendo sua obra. 

22 de junho de 2014

Leituras de Maio

Oi pessoal,


Eu comentei sobre isso no facebook, mas resolvi aproveitar o post de hoje para escrever por aqui também. A frequência de postagens está bem ruim e os vídeos estão bem ausentes, tudo isso é devido ao fato que eu não estou conseguindo parar e organizar tudo isso. Como eu comentei no vídeo abaixo, a vida está confusa e corrida e eu prefiro não postar nada a postar uma resenha mal escrita ou um vídeo ruim. 

Enfim, espero que eu consiga organizar tudo logo e espero que vocês gostem do vídeo <3

12 de junho de 2014

Filme: A Culpa é das Estrelas

O que eu esperava da adaptação de um livro que significa muito para mim? Bastante. Eu realmente tinha altas expectativas em relação ao filme de TFIOS e agora posso felizmente dizer que eu não me decepcionei. O filme é lindo.
Vocês sabem que eu não sou a melhor crítica de filmes que existe e realmente, eu não assisti a esse filme com um olhar crítico. Assisti ao filme com o olhar de quem esperou tanto tempo por esse momento, viu todas as etapas de gravação e estava extremamente ansiosa.
É uma adaptação extremamente fiel. A essência do livro é muito bem representada, com todo o humor, tristeza e honestidade. A atuação de todos os atores em surpreendeu bastante e deram um rosto e corpo aos personagens da minha mente. Eles fizeram isso de uma maneira maravilhosa, natural e com respeito a tudo aquilo que o John Green escreveu.
A trilha sonora é maravilhosa e é incrível o poder que tem em colocar a música certa na cena certa. Colocar a música do Ed Sheeran nos créditos finais foi uma ideia bem cruel da parte deles. Enfim, tudo se encaixou de uma forma muito bonita. O filme tem um ritmo bom, as cenas em Amsterdam são maravilhosas e está tudo ali. Tudo.
Algo que eu gostei muito foi que eles não exageraram em nada. Não houve um glamour desnecessário na parte de roupas e maquiagem; isso era algo que me preocupava antes. É simples e essa simplicidade que tornou o filme tão incrível para mim.
Eu já comentei que eu chorei? Pois é. Eu chorei e não foi pouco. Eu comentei na minha resenha que mesmo já lendo o livro quatro vezes eu não criei resistência à história. Assistir ao filme foi bem pesado. Não foi um choro que durou só durante o tempo do filme e sim um que me acompanhou até em casa e durante uns quarenta minutos da madrugada. Resumindo: acho que eu não me senti só triste ao final de tudo, mas senti dor também. Uma dor emocional bem forte. (Terminar de reler o livro e assistir ao filme no mesmo dia não foi uma das minhas melhores ideias, confesso. Já é triste passar por tudo uma vez por dia, apenas).
Acho que foi mais difícil do que ler (ver as cenas + a trilha sonora = uma experiência completamente diferente) e foi tão bom como ler. Eu recomendo tanto vocês irem assistir ao filme, tendo gostado do livro ou não.
Acho que eu já disse bastante por aqui nos últimos dois anos que recomendo essa história. Enfim, agora eu posso dizer que recomendo o livro e o filme.
Não se esqueçam de me contar o que acharam!

8 de junho de 2014

Resenha: The Fault in Our Stars - John Green (releitura)

A minha resenha original de TFIOS foi publicada no dia 8 de maio de 2012. Eu estava com vontade de escrever uma resenha atualizada e é exatamente isso que eu vou fazer hoje.
Hazel Grace Lancaster foi diagnosticada com câncer aos treze anos. Originalmente era câncer na tireoide, contudo esse se espalhou para os seus pulmões, tornando a simples tarefa de respirar extremamente difícil. Um milagre da medicina permite que Hazel chegue até os dezesseis anos, quando seus pais e médicos acham que ela está deprimida.
Eles então a mandam para o grupo de apoio que se encontra no porão de uma igreja e é onde Hazel conhece Augustus Waters. Existe um interesse reciproco entre eles e isso faz com que a vida de Hazel passe a ser mais do que assistir America’s Next Top Model, ler e assistir algumas aulas na faculdade.
Esse foi um dos primeiros livros que teve um impacto diferente em mim e mesmo dois anos depois, eu não criei resistência nenhuma à história. Continua triste, continua doendo e continua me fazendo chorar como nunca. Hazel e Gus são personagens que se tornam reais durante o decorrer do livro.
John Green escreveu um livro sobre adolescentes com câncer sem que seja um livro de câncer. O câncer existe, mas não é o personagem principal. O autor mostra que adolescentes com câncer também são adolescentes; eles se apaixonam, têm raiva da vida, são sarcásticos, divertidos, ficam tristes e só querem mais tempo no mundo.
Existe também uma relação muito bonita entre Hazel e seus pais, principalmente em como ela se preocupa com o que vai acontecer com eles depois da sua morte e como eles cuidam dela e apoiam ela sempre.
É um livro muito bem escrito. É um livro que tem um desenvolvimento dos personagens muito bem feito e é feito de uma maneira natural e honesta. É um livro honesto e acredito que é por isso que dói tanto. A realidade é dolorida e cada vez isso se torna mais claro para mim. 
John Green proporciona o leitor diversas emoções no decorrer das páginas. Tem um humor sarcástico que faz o livro ser o que é. Como eu disse lá em 2012 e agora posso dizer que eu estava correta: Não é um livro que é lido e depois guardado na estante e esquecido. As frases e a história ficarão guardadas comigo. Eu tenho certeza que ficarão comigo por um bom tempo. Não quero e não vou conseguir esquecer.
É um livro importante para mim. Aqueles livros que eu considero ‘meus’. Ele ainda faz com que eu sinta tudo o que eu senti quando o li pela primeira vez, é uma história que mexeu muito comigo e que eu fico muito grata que resolvi comprar ele no kindle em uma tarde só para ‘ver sobre o que era’.

4 de junho de 2014

Resenha: O Inventário das Coisas Ausentes - Carola Saavedra

“O Inventário das Coisas Ausentes” é dividido em duas partes. A primeira se chama ‘Caderno de Anotações’ e é composta por diversos fragmentos de histórias diferentes que não tem muita ligação uma com a outra. São as anotações do escritor do livro e do narrador da história. A segunda parte se chama ‘Ficção’ e é uma narrativa com mais continuidade e algumas histórias da parte anterior se unem.
O narrador do livro vai contando a história de Nina, uma chilena que ele conhece na faculdade, e como um dia ela desaparece deixando para trás apenas dezessete diários e um homem extremamente confuso pensando no que aconteceu.
É um livro bem fragmentado em pequenas sessões e eu gostei disso. Nem todas possuem um grande significado para a história principal, mas eu gostei do fato delas estarem presentes no caderno de anotações. Como se fossem possíveis futuras histórias daquele escritor.
Não é um livro confuso, mas é um processo de criação onde primeiro vemos os pedaços e depois podemos ler o material pronto. Existe um romance entre o narrador e Nina, e acredito que a ausência dela fez com que ele buscasse entender o que realmente aconteceu entre os dois e o motivo da sua partida. Transformando-a em uma história.
Escrevendo sobre Nina, o narrador não consegue não escrever sobre sua própria vida e seus passados.
A segunda parte é focada, além da história da Nina, no relacionamento entre pai e filho. É onde tem a maior carga emocional do livro e onde eu senti uma interação maior com o personagem. Acabou sendo a minha parte favorita. Acredito que -pensando que o personagem existe que ele tivesse realmente escrito- ele teria começado a escrever sobre Nina e acabou colocando muito de si mesmo nas páginas.

Eu gostei bastante da narrativa da autora, é um livro rápido e um livro agradável de ser lido. A minha única crítica fica que eu queria acompanhar um desenvolvimento maior dos personagens, isso fez com que eu não conseguisse me envolver muito com a história. Achei o formato diferente e achei interessante acompanhar uma história completamente fragmentada.